Dicas de Prevenção
 
O Instituto de Olhos do Recife está oferecendo mais um serviço inédito: Dicas de Prevenção. Periodicamente, o IOR colocará mais dicas para que você fique On-Line com a sua saúde. Este mês, você ficará sabendo - com todos os detalhes - de como se prevenir das seguintes doenças oftalmológicas:
 
 

Glaucoma
Doenças da Retina e Vítreo
Uvéteis
Estrabismo
 
 
 
 
Glaucoma
 
Como se prevenir? 

Nosso Departamento de Glaucoma preparou um pequeno texto explicativo e algumas dicas para que você possa prevenir-se de uma das mais comuns doenças oculares: o Glaucoma.

- É recomendável consultar o oftalmologista anualmente.
- Sempre que for ao oftalmologista, solicitar do mesmo a medida de Pressão Ocular e exame de Fundo de Olho. O exame para óculos não é a mais importante parte da consulta.
- Caso tenha um parente próximo que seja portador da doença, o exame periódico torna-se mais importante ainda.
- Se for levantada suspeita de Glaucoma, procure especialista que possa avaliar, tratar e acompanhá-lo de maneira adequada.
- Siga, atentamente, a orientação médica quanto ao uso de colírios e prazo de revisões.
- Procure fazer o controle periódico de preferencia com o mesmo especialista pois ele possui seus dados anteriores e história, tendo melhores condições de avaliar seu caso.
- Oriente parentes próximos sobre a possibilidade de eles também serem portadores da doença.
- Esteja atento a possíveis efeitos colaterais dos medicamentos utilizados. Se bem que não sejam freqüentes, podem ser importantes.
- Sempre que consultar médicos de outra especialidade (cardiologista, psiquiatra, etc.), informe-o sobre sua doença e medicamentos que utiliza. Medicamentos que estes médicos prescrevam também devem ser comunicados ao Oftalmologista.
- Propagar seu conhecimento sobre o assunto entre parentes e amigos, dando sua contribuição para o combate à cegueira.

Perguntas mais frequentes sobre glaucoma:

O que é Glaucoma?


Glaucoma é uma doença dos olhos que, na maior parte das vezes, caracteriza-se por aumento da pressão ocular. Esta pressão elevada, não detectada em tempo, danifica o nervo óptico o qual transmite as impressões visuais do olho para o cérebro. Quando a lesão deste nervo é completa, a perda da visão é irrecuperável!

Só existe um tipo de Glaucoma?

Basicamente existem dois tipos: o Glaucoma Agudo, menos freqüente, causa um aumento súbito e intenso da pressão ocular, provocando dores muito fortes, geralmente acompanhadas de embaçamentos da visão, náuseas e vômitos; a outra forma é o Glaucoma Crônico, o qual representa cerca de 90% dos casos da doença e é a principal causa de cegueira intratável.

Já que não apresenta sintomas, como saber se a pessoa tem Glaucoma?

Faz-se o diagnóstico medindo a pressão ocular e examinando o nervo óptico para avaliar o seu estado. É importante diagnosticar a doença antes que qualquer lesão se estabeleça no nervo.

O Glaucoma é contagioso?

Esta doença não é contagiosa. É importante saber, entretanto, que não respeita raça, sexo ou idade, se bem que seja mais freqüentemente detectada em pessoas com idade em torno de 40 anos, muitas vezes havendo história de parente próximo portador da doença.

O Glaucoma tem cura?

Mesmo não existindo uma cura, propriamente dita, por ser uma doença de natureza crônica, o Glaucoma é perfeitamente controlável. O tratamento consiste no abaixamento da pressão ocular a níveis adequados e observação cuidadosa do mervo óptico. A redução da pressão ocular é obtida através de colírios, laser ou cirurgia, ou combinação deste métodos, de acordo com cada caso particular.
 
 
Doenças da Retina e Vítreo  
 
O que é Retina?

Imagine que o seu olho é uma máquina fotográfica, sendo assim a retina é o filme. A retina é uma fina camada de tecido de células nervosas recobrindo a parede interna do olho (veja a figura). Os raios de luz entram no olho e são focados com o auxílio do cristalino em cima da retina. A retina então produz uma "foto" que é enviada através do nervo óptico para o cérebro que a interpreta. É como uma fotografia tirada por uma máquina fotográfica sendo revelada no laboratório para depois podermos vê-la.


A retina é dividida em 2 partes: a retina periférica e a mácula. Imaginando a retina como um círculo, a mácula corresponde ao centro do círculo, ocupando uma área muito pequena. A grande área que contorna a mácula, compondo 95% da retina é chamada de retina periférica.

A retina periférica nos dá a visão dos lados, chamada visão "periférica". É esta parte da retina que está funcionando quando percebemos alguma se coisa aproximando dos lados. Devido à retina periférica não ser capaz de enxergar pequenos detalhes claramente, nós não podemos usar a visão "periférica" para ler, costurar, dirigir, ou até mesmo reconhecer uma fisionomia.

Para enxergar pequenos detalhes, nós devemos olhar diretamente, usando nossa mácula, o centro da retina. A mácula nos permite enxergar finos detalhes, letras pequeninas, reconhecer fisionomias, costurar, ver as horas, enxergar sinais de rua e as cores.
 
 
Uvéteis
 
As doenças inflamatórias que compromentem o globo ocular nas suas estruturas internas são conhecidos como UVEÍTES.

Cabe ao oftalmologista a tarefa de tratá-las muitas vezes tendo a necessidade da colaboração de um experiente clínico geral.


Quais são os principais sintomas que denunciam uma UVEÍTE?

Olho vermelho, com leve desconforto a doloroso e ainda uma visão embaçada.

A Uveíte pode causar cegueira?

Claro que sim, se não diagnosticada ou tratada corretamente.

Quais as principais causas das Uveítes?

Fora o trauma e algumas doenças sistêmicas, praticamente todos os tipos de vírus, bactérias e parasitas podem causá-la. No nosso meio, um dos fatores mais importantes é a toxoplasmose ocular que é um parasita.

Como se adquire a toxoplasmose?

Na vida intra-uterina, o feto adquire a doença através da placenta. A enfermidade também pode ser adquirida pela ingestão de alimentos mal cozidos ou crus e pelo contato com alguns animais domésticos, em especial o gato.

Como se manifesta a Uveíte?


Grosso modo, a Uveíte pode atacar a parte anterior (Uveíte Anterior) ou a posterior do olho (Uveíte Posterior). Na primeira, os sintomas são: olhos vermelhos, dores e visão embaçada. No segundo tipo, ocorre, principalmente, o embaçamento visual. Faz-se necessário o pronto atendimento médico tão logo surjam os primeiros sintomas.

 
 
Estrabismo
 
Juntamente com os vícios de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo), é um dos problemas oculares mais frequentes da criança. É de suma importância um exame oftalmológico nestes casos. Diferente do que muitos pensam, o estrabismo não é um problema apenas estético, é fundamentalmente funcional. Se uma criança desvia apenas um dos olhos, este olho pode desenvolver uma deficiência que, quando não tratada precocemente, pode se tornar irreversível.O estrabismo pode ser:

- Congênito: que a criança já nasce com ele
- Adquirido: que pode ser causado por tumores, acidentes, etc.

O departamento de estrabismo do IOR é formado pelos Drs. Durval Valença Filho e Ana Carolina Valença Collier. Trabalha diretamente com o Departamento de Ortoptica composto pelas ortoptistas Ana Lucia Valença, Vânia Jatobá e Ruth Vieira.

O Instituto de Olhos do Recife se preocupa com a saúde do cidadão brasileiro. Por isso, o nosso Departamento de Estrabismo preparou algumas dicas para que você se previna em relação ao Estrabismo.

Quando levar o criança ao oftalmologista?

Se for observado algum problema, você deve levá-la imediatamente. Caso isso não ocorra, deve-se fazer um exame preventivo em torno dos 4 anos (idade pré-escolar).

Como se trata o estrabismo?

O tratamento é dividido em duas partes:

- Se a criança desenvolver baixa visual em algum dos olhos, terá que fazer oclusão (tampar um dos olhos para que o outro seja estimulado).
- Cirurgia

Quais os tipos de estrabismo?

- Horizontal: Convergente (para dentro), Divergente (para fora)
- Vertical: Hipertropia (para cima), Hipotropia (para baixo)



* Não esqueça. Se desconfiar de algum problema, procure imediatamente
seu oftalmologista!