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Cuidados com a visão infantil: médicas do IOR reforçam a necessidade de consultar oftalmologista desde a primeira infância
11/10/2017 10:39
 

Desde o nascimento, a criança precisa fazer alguns exames médicos que são fundamentais para garantir a saúde dos olhos. O primeiro deles é o teste do olhinho, que deve ser realizado de preferência por um oftalmopediatra, nos 30 primeiros dias de vida. O exame é indolor e dura menos de um minuto. O médico emite uma luz nos olhos da criança com um oftalmoscópio. Se o reflexo das pupilas ficar vermelho, laranja ou amarelo significa que está tudo bem. Caso exista alguma alteração e o reflexo ficar esbranquiçado, o bebê terá de passar por novos exames para determinar se tem algum problema na visão.

A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos. Já a descontração do reflexo de luz pode indicar estrabismo. “Por meio do teste conseguimos prevenir e diagnosticar doenças como a retinopatia da prematuridade, catarata congênita, retinoblastoma, glaucoma, infecções, traumas de parto e a cegueira”, explica a doutora Kátia Dantas, especialista em oftalmopediatria no Instituto de Olhos do Recife.

Outras patologias que podem ser diagnosticadas no teste do olhinho são as anisometropias (grande diferença de grau entre os olhos), bem como a obstrução congênita do canal lacrimal, que em 95% dos casos é tratada clinicamente através de massagens.

Bebês prematuros merecem atenção redobrada, pois podem desenvolver retinopatia da prematuridade, uma das principais causas de cegueira evitável no mundo. “Por isso, deve-se levar a criança para realizar exames de rotina, evitando a progressão da doença”, orienta a oftalmologista. Para se descobrir o retinoblastoma, um dos mais comuns tumores oculares da infância, um dos sinais que pode ser observado pelos pais é a pupila branca (leucocoria). A médica explica que se tratado precocemente, há uma alta incidência de cura. Vale lembrar que, desde junho de 2010, o pagamento do teste do olhinho por todos os planos de saúde é obrigatório, sob a determinação da Agência Nacional de Saúde.

INFÂNCIA – Se a criança se aproxima demais dos objetos, coça os olhos, lacrimeja ou se queixa de tontura ou dor de cabeça constante, é indispensável consultar o oftalmologista. “É importante que os pais tenham a iniciativa de levar os filhos ao médico, porque, na maioria das vezes, eles não reclamam de nada”, explica a oftalmopediatra Ana Carolina Collier, que também atende no IOR.

Até os 6 anos de idade é recomendado que a criança vá ao oftalmologista anualmente. “Por volta dos 3 anos o teste é mais subjetivo, pois a criança não informa o que sente, porém podemos diagnosticar os problemas através de exames específicos para essa faixa etária”, diz a médica. Dependendo do caso, o pequenino deve voltar ao consultório com frequência maior.

Doenças mais comuns, como astigmatismo, miopia ou hipermetropia, são as principais causas das idas ao oftalmologista. Outro problema bastante diagnosticado na infância é o estrabismo, que quando não tratado adequadamente e no tempo certo, pode ser uma das principais causas de cegueira monocular.

Serviço:

Instituto de Olhos do Recife
Dra. Ana Carolina Collier
Dra. Kátia Dantas
(81) 2122.5000
www.ior.com.br



Fonte: IOR
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